terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fomos ao cinema ver o "ZÉ Colmeia"

Esta manhã a Macaquinha e os amigos da escolinha desceram até à cidade e foram ver o filme do "ZÉ COLMEIA".

A Macaquinha já conhecia o filme, mas adorou rever a história.

Obrigado a Camara Municipal pela iniciativa.


O alegre Zé Colmeia e o seu fiel amigo Catatau têm uma vida perfeita no parque de Jellystone, que se prepara para fazer 100 anos de existência. Mas aqueles dias pachorrentos e sem contrariedades estão prestes a chegar ao fim: Brown, o presidente da câmara, decidiu que chegou o momento de encerrar o parque e vender os terrenos com as suas árvores seculares. Assim, numa corrida contra o tempo, Zé Colmeia e Catatau vão ter de encontrar maneira de o fazer mudar de ideias e salvar Jellystone. Para isso, contarão com a ajuda de Rachel, uma documentarista de vida natural, e de Smith, um simpático e bem-intencionado guarda-florestal.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dia Internacional de luta contra violência à mulher


O combate à violência contra a mulher, exige acções integradas em diversos níveis, áreas e instâncias. Como problema público, exige políticas públicas, decididas e devidamente apoiadas.

A violência contra a mulher é um problema complexo, que não se resolverá de forma simplista. Encontrar soluções, representa um enorme desafio para o movimento feminista, para as mulheres em geral, e para todos os segmentos da sociedade.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sugestões de Leitura

7 excelentes razões para ler com as crianças
Ouvir ler em voz alta, ler em conjunto, conversar sobre livros, desenvolve a inteligência e a imaginação.
Os livros enriquecem o vocabulário e a linguagem.

As imagens, informações e ideias dos livros alargam o conhecimento do mundo.

Quem tem o hábito de ler conhece-se melhor a si próprio e compreende melhor os outros.

Ler em conjunto é divertido, reforça o prazer do convívio.

Os laços afectivos entre as crianças e os adultos que lhes lêem tornam-se mais fortes.

A leitura torna as crianças mais calmas, ajuda-as a ganhar autoconfiança e poder de decisão.


5 conselhos às famílias
Faça da leitura um momento agradável no dia-a-dia da sua família

1 - Incluir os livros no dia-a-dia das crianças •À noite quando as crianças já estão na cama, leia-lhes antes de adormecerem. Os livros acalmam e dão serenidade.
•Aproveite alguns momentos de pausa ou de convívio para ler.
•O momento do banho pode incluir livros de plástico ou de borracha.

2 - Tornar a leitura uma actividade divertida
•As crianças pequenas gostam de descobrir as imagens e as histórias dos livros. E começam muito cedo a querer aprender a ler.
•Faça das imagens e das histórias dos livros uma espécie de brinquedos. As crianças adoram descobrir imagens, letras palavras e adoram ouvir ler histórias.
•Deixe a criança escolher o livro que quer ler consigo. Pode propor outros livros, mas não force. É importante que leia ou oiça ler com prazer.

3 - Guardar alguns minutos para ler •Reserve sempre alguns minutos do dia para ler, observar e conversar sobre os livros que a criança aprecia.
•Torne os momentos de leitura alegres e carinhosos. O tempo passará a correr.
•As crianças pequenas não aguentam muito tempo, quando está cansada ou desinteressada, não se deve forçar. À medida que as crianças vão crescendo passam a gostar de ver livros e ouvir ler histórias durante mais tempo.

4 - Visitar as Bibliotecas •No nosso país as bibliotecas públicas são muito acolhedoras e estão cheias de livros interessantes, para todas as idades. Visite a que fica mais perto da sua casa, ou do seu local de trabalho. O atendimento é muito agradável e o empréstimo é gratuito!
•Experimente ir com os seus filhos. Nas bibliotecas há sempre uma zona própria para crianças.
•As bibliotecas escolares também emprestam livros para as crianças lerem em casa. Encoraje os seus filhos a usar mais a biblioteca da escola.
•Requisite livros para ler em casa com os seus filhos. Vai ver que toda a família ficará cliente.

5 - Oferecer livros às crianças •Habitue a criança a escolher um livro para dar aos amigos como presente.
•Visite livrarias, supermercados e feiras do livro e deixe a criança mexer nos livros expostos. Valorize o livro e a leitura oferecendo livros aos seus filhos.
•Convide-a a observar, folhear e escolher um ou alguns para levar para casa ou para oferecer.


Como ler com as crianças
Mostre a capa, mostre os livros e fale sobre as ilustrações.
Deixe a criança virar a página, se ela quiser.

Leia as frases e mostre-as com o dedo.

Torne a história viva, faça uma voz diferente para cada personagem e use mímica para contar a história.

Quando a criança começa a saber ler deixe-a ler palavras e frases.

Quando já sabe ler, distribua papéis e leia a par.

Faça perguntas e converse sobre a história, sobre as informações e sobre as imagens.
Verifique se está a compreender bem.

Deixe a criança comentar o livro, contar a história ou partes da história.

Se a criança não mostrar interesse não insista. Leia outra história ou leia a mesma história noutra altura

Se a criança pedir, volte a ler a mesma história uma ou várias vezes. É frequente as crianças quererem ouvir muitas vezes uma história que lhes agrada.


Sugestões para reforçar interesse pelos livros
Faça perguntas divertidas sobre as imagens, sobre as situações observadas e sobre a história.
Faça jogos de descoberta e adivinhas para suscitar a atenção.

Ilustre passagens, desenhando ou pintando com as crianças.

Recorte figuras de jornais e revistas e fazer colagens colar para reconstituir cenas do livro.

Peça à criança que conte a história ou partes da história.

Faça versos e rimas sobre a história que encaixem em músicas conhecidas para poderem ser cantadas.

Dramatize cenas que reproduzam os momentos da história, distribuindo papéis.

Faça máscaras para apoiar a dramatização.

Use fantoches, ou silhuetas de teatro de sombras para dramatizar cenas que reproduzam os momentos da história.


fonte

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

características das crianças desafiadoras

1. Buscam o Controle – Elas fazem qualquer coisa pra obter o controle, até mesmo fazem coisas que produzem um efeito oposto ao resultado do que elas querem, pra tentar ter ou manter o controle.

2. São Sensíveis a Pistas Sociais de Comportamento – Elas são geralmente rápidas em perceber como os outros respondem, e usam ou manipulam estas respostas para sua própria vantagem.

3. São Cegas a Suas Responsabilidades Nos Problemas – Não somente elas não veem como elas afetam e/ou estão envolvidas nos problemas, como também se convencem que as outras pessoas são as que causaram os problemas.

4. Aptas a Tolerar um Alto Grau de Negatividade – Elas, de forma disfuncional, buscam altos graus de conflito, raiva e negatividade dos outros. E quase todas as vezes ganham as batalhas por saberem lidar com a negatividade escalante.

5. Inflexibilidade – Não possuem os traços necessários de comportamento que lhes permitem lidar com mudanças na sua rotina. Os pais muitas vezes pensam que seu filho está se comportando mal de propósito, ou para irritá-los, mas na verdade ele não está simplesmente sabendo como lidar com as mudanças.

sábado, 12 de novembro de 2011

"Poemas Para Brincalhar"


Poemas Para Brincalhar
de João Manuel Ribeiro
Edição/reimpressão: 2008
Editor: Trinta por uma linha


Poemas para ler a brincar, ou para brincalhar. Uns muito breves, outros muito palavrosos (o que é bom, pois ficas com mais palavras para brincar!); muitos falam de animais (cães, gatos, caracóis…) e outros há que se debruçam sobre coisas tão estranhas como espirrar. Os desenhos, onde um punhado de amoras se pode confundir com um rebanho de ovelhas, são muito ricos e vão ajudar-te a brincalhar para além das palavras.


João Manuel Ribeiro
Nasceu em Oliveira de Azeméis, em 1968.É licenciado em Teologia.Mestre em Teologia Sistemática pela Faculdadede Teologia do Porto, da Universidade CatólicaPortuguesa, com uma tese sobre "
Recentemente tem-se dedicado à escrita para crianças, acompanhando tal processocom um trabalho de dinamização da literatura em Escolas Básicas do 1.º Ciclo ecolégios, quer através de oficinas de escrita criativa, quer através de encontros ondediz poesia.


"Discurso do Urso "


Discurso do Urso
de Júlio Cortazar
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 26
Editor: Kalandraka Portugal
Coleção: Livros para Sonhar
Faixa etária: a partir dos 5 anos
Idioma: Português

Sinopse
No Verão, à noite, nado no depósito picotado de estrelas. Lavo a cara com uma mão, depois com a outra, depois com as duas juntas, e isso dá-me uma enorme alegria.
Julio Cortázar

Um urso que habita as tubagens de um efício vai descobrindo a estranha e solitária vida dos seres humanos. vida dos seres humanos. Trata-se de uma estória espantosa, fiel expoente da literatura de Julio Cortázar, que incluiu este conto no seu livro Historias de cronopios y de famas, considerado pelo autor argentino Alberto Cousté "uma espécie de ética, disfarçada pelo humor e protegida da solenidade pela ternura".

Cortázar reúne nesta obra uma sucessão de situações descabidas, retalhos do seu humor surrealista que deitam por terra o racionalismo trivial e mecanizado, com que expressa a sua rebeldia contra os objectos e pessoas que constituem a nossa vida quotidiana e a nossa maneira mecânica de nos relacionarmos com ela.

A palavra "cronópio" surgiu pela primeira vez em 1952, por ocasião da crónica sobre um concerto a que Cortázar assistiu em Paris em homenagem a Igor Stranvinsky. Enquanto o público saía no entreacto, o escritor permaneceu no teatro, onde sentiu a sensação de que "havia no ar personagens inexplicáveis, uma espécie de balões verdes, muito cómicos, muito divertidos e muito amigos, que andavam por aí a circular".

Deu-lhes esse nome e disse acerca dos cronópios que "são um pouco a conduta do poeta, do associal, do homem que vive um pouco à margem das coisas", por contraposição ao conceito de "famas", que atribuiu a "grandes gerentes de bancos, presidentes da República, pessoas sérias que defendem a ordem".

Filho de pais argentinos, Julio Cortázar nasceu em 1914, em Bruxelas. Passou a infância e a juventude na Argentina, mas viveu mais de trinta anos na França. Autor de vá;rios livros de contos, entre eles Todos os fogos o fogo, é também um grande romancista. Escreveu, entre outros, Histórias de cronópios e de famas e O jogo da amarelinha, uma das obras-primas da literatura de língua espanhola. Cortá;zar morreu em Paris, em 1984

"Macário Dromedário"




O pequeno dromedário, farto dos comportamentos abusivos dos irmãos, mas incapaz de reagir perante as situações que o angustiam, chora constantemente. Em consequência, a sua bossa vai ficando cada vez mais insignificante.
No entanto, quando as coisas se complicam e os problemas surgem, Macário demonstrará quem é o mais «forte».

O choro é uma reacção própria do desenvolvimento infantil, e funciona como resposta a uma experiência ou situação desagradável. Nos primeiros anos da infância, a complexidade das emoções pode frustrar os mais pequenos quando se deparam com a impossibilidade de encontrar palavras para as descreverem. Chorar acontece frequentemente face ao medo, à angústia, à frustração, à confusão …
É importante reconhecer os sentimentos, as causas que os provocam, e actuar. A capacidade de reacção gera confiança e bem-estar. Porém, às vezes, é fundamental a colaboração dos outros para enfrentar determinados problemas; neste caso, a amizade de Macário com o ouriço será determinante para resolver os contratempos.
O ilustrador português Bernardo Carvalho apresenta-nos uma narração visual que nos faz viajar até ao deserto, através de uma proposta muito clara para os primeiros leitores. Serigrafias em cores planas, traço vivo e dinâmico para criar personagens divertidas e muito expressivas, com uma técnica limpa e directa.

Texto de Rachel Chaundler
Ilustrações de Bernardo Carvalho
Tradução Dora Batalim Sottomayor

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

"A que Sabe a Lua?"


Texto e ilustrações: MICHAEL GREJNIEC
Tradução: ALEXANDRE HONRADO
Cartonado. 19,5x29 cm.
36 Páginas a cores
Preço: 14 €

PLANO NACIONAL DE LEITURA (LER +)
1º Ano de Escolaridade
Leitura autónoma e Leitura com apoio do professor ou dos pais

Há já muito tempo que os animais desejavam averiguar a que sabia a Lua.
Seria doce ou salgada?
Só queriam provar um pedacito.
À noite, olhavam ansiosos para o céu.
Esticavam-se e estendiam os pescoços, as pernas e os braços, tentando alcançá-la...

Quem não sonhou alguma vez em dar uma trincadela na Lua? Foi precisamente este, o desejo dos animais desta história. Só queriam provar um pedacinho mas, por mais que se esticassem, não eram capazes de lhe tocar. Então, a tartaruga teve uma ideia genial: “Talvez entre todos consigamos alcançá-la”.
Esta é uma história de desejos que parecem – à primeira vista – inalcançáveis, como a Lua, mas que se conseguem concretizar graças à cooperação e à ajuda mútua entre os mais diversos animais: desde a tartaruga que, segundo a mitologia, sustentaria o mundo, ao elefante, à girafa, à zebra, ao leão... Até ao mais pequeno de todos eles que, por fim...
E assim, a meio caminho entre a fábula e a lenda, esta narrativa oferece ao leitor uma poética moral que fala de generosidade, solidariedade e de sonhos partilhados; com uma ponta de humor proporcionada por uma Lua sorridente, brincalhona e um pouco saltarica.
“A que sabe a Lua?”, Escrito e ilustrado pelo polaco Michael Grejniec, é um livro especialmente recomendado para os primeiros leitores. Baseia a sua estrutura nas repetições e na acumulação de personagens, um recurso muito frequente na literatura tradicional. Esta obra convida a ser contada, logrando uma grande interação entre o leitor e o receptor.
Do ponto de vista estético, as ilustrações destacam-se pelo seu estilo simples e terno, para o qual contribui o suporte sobre o qual estão realizadas, o papel couché. A distribuição das imagens e o texto, dobre fundo branco, proporcionam um grande equilíbrio que potencia o efeito artístico do livro.

■ Temática: álbum ilustrado, clássico contemporâneo da literatura infantil
■ Idade recomendada: partir dos 5 anos
■ Aspectos a destacar: estrutura acumulativa
■ Conteúdos: para refletir sobre valores Como a solidariedade, a força da união, animais, sabores, distâncias



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"O Livro da Avó"

O Livro da Avó

de Luís Silva

Edição/reimpressão: 2007 P

áginas: 32

Editor: Edições Afrontamento


Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para a Educação Pré-Escolar, destinado a leitura autónoma e leitura com apoio do educador ou dos pais.


Vencedor do Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância O Livro da Avó resgata memórias de ternura: das festas com coca-cola, das brincadeiras com os primos, dos passeios e da varand com o mar como horizonte. Grande, velhinha e enrugada como a maioria das avós. E quando já somos grandes e nos lembramos percebemos a falta que nos fazem.


As recordações de infância, a morte e a saudade foram os temas escolhidos pelo ilustrador e escritor Luís Silva para a concepção de O Livro da avó. A edição de Luxo da Edições Afrontamento valeu ao Livro o Prémio Bissaya Barreto 2008 para a categoria de Literatura Infantil



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"Versos com Todas As Letras"


Versos com Todas As Letras



José Jorge Letria nasceu em Cascais em 1951.
Estudou Direito e História e é pós-graduado em Jornalismo Internacional. Com dezenas de livros publicados em diversas áreas, foi distinguido com importantes prémios literários nacionais e internacionais. É um dos mais destacados nomes da literatura infanto-juvenil em Portugal e autor de programas de rádio e televisão. Está traduzido em várias línguas.
Integrou, com José Afonso, Adriano e Manuel Freire, entre outros, o movimento da canção de resistência, tendo sido agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade.
Foi, durante oito anos, vereador da Cultura da Câmara de Cascais. É, desde Janeiro de 2011, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.
É coautor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.

"Um Bicho Estranho"


Um Bicho Estranho
de Mon Daporta, Ana M. Noronha;

ilustração de Óscar Villán

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 14
Editor: Kalandraka Portugal
Coleção: Livros para Sonhar
Faixa etária: a partir dos 3 anos

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Educação Pré-Escolar, destinado a leitura autónoma e leitura com apoio do educador ou dos pais.

Livro de pequeno formato que segue a fórmula dos chamados "contos sem fim". Um conto para contar, onde a rima e o ritmo são fundamentais, a partir de uma estrutura de oito sílabas que se mantém ao longo de toda a história. Apesar da sua simplicidade do ponto de vista literário e artístico, este livro destaca-se pelo "jogo" que estabelece com as crianças, crianças essas que, por seu intermédio, descobrirão a função lúdica da leitura. E isso porque ao girar o livro e dando a volta à história...

Excerto
Olha que ao olhar, olhando,
encontrei um bicho estranho.
Quase parecia um ovo:
gordo em cima, em baixo magro.
Tinha no alto os dois pés,
entre eles, um longo rabo...

"A História da Papoila "


A História da Papoila
de Luísa Ducla Soares
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 48
Editor: Soregra

Sinopse
A História da Papoila foi o primeiro conto infantil publicado por Luísa Ducla Soares e logo lhe pretenderam atribuir o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho que a autora recusou, por razões políticas. Não queria aceitar distinções de um governo que não deixava os autores exprimirem-se livremente.
Esta é a historia de uma sementinha de papoila levada pelo vento, que vai ter a uma grande cidade...

Este livro, com outra “roupagem”, foi editado em 1972. Chamou a atenção de quem sabia de literatura infantil. No ano seguinte foi-lhe atribuído o prémio “Maria Amália Vaz de Carvalho”, o qual a autora recusou. E isto devido ao facto de essa atribuição ser dada pelo Secretariado Nacional de Informação, entidade que também exercia a função de censura no nosso país… Daí a necessidade de coerência que Luísa Ducla Soares sentiu e a levou a esta posição.

Passadas mais de 80 obras, foi reeditado pela SOREGRAS. Esta nova edição é acompanhada por ilustrações muito coloridas – de Sandra Abafa - que levam qualquer criança a voar no imaginário, para além das palavras que a autora lhe propõe, numa simbiose perfeita que a mim, adulta, me deixou perfeitamente deliciada! Nele se conta a história de uma sementinha de papoila levada pelo vento, que vai ter a uma grande cidade...



Luísa Ducla Soares é licenciada em Filologia Germânica. Iniciou a sua actividade profissional como tradutora. Foi colaboradora de diversos jornais e revistas, adjunta do Gabinete do Ministro da Educação, trabalhou na Biblioteca Nacional onde iniciou a sua actividade realizando uma bibliografia de literatura para crianças e jovens em Portugal.

Escreveu guiões televisivos e preparou diversos sites de Internet. Vários poemas seus foram musicados, tendo sido editado em 1999 um CD com letras exclusivamente de sua autoria musicados por Susana Ralha. Participou, ainda, na revista didáctica Rua Sésamo (1990-1995). A UNICEF e a OIKOS organizaram, em 1990, uma maleta pedagógica baseada no conto “Meninos de Todas as Cores”, de sua autoria, como apoio ao projecto escolar e exposição “Um Mundo de Crianças”.

Recusou o primeiro prémio mas depois disso recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura para a infância do biénio 1984- 85 por 6 Histórias de Encantar. Mais tarde veio a ser galardoada, em 1995, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra. Em 2004 foi seleccionada como candidata portuguesa ao prémio Hans Christian Andersen, do IBBY (International Board on Books for Young People), geralmente considerado o Prémio Nobel da Literatura para a Infância.



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Dia de São Martinho

Partilho, uma história para contarem aos vossos filhotes, que é a Lenda de São Martinho ilustrada.

Um bom dia de São Martinho!



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

As letras K, W e Y são consideradas consoantes ou vogais?

Conforme o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, as letras K, W e Y foram incluídas no alfabeto e obedecem às regras gerais que caracterizam consoantes e vogais. Do ponto de vista fonético-fonológico, consoante é um fonema pronunciado com a interrupção do ar feita por dentes, língua ou lábios. Já a vogal é um fonema pronunciado com a passagem livre do ar pela boca. Outra distinção entre um grupo e outro de letras recai sobre a pronúncia: a consoante precisa de uma vogal para formar sílabas e ser pronunciada, e a vogal, não. Ela se basta.

Seguindo essas regras, o Y é uma vogal, já que foi traduzido do alfabeto grego como I e mantém esse som nas palavras em que é usado, como em ioga. Quando aportuguesada, a palavra originalmente grafada com Y passa a ser grafada com I - como em iene, moeda japonesa. O K corresponde, em português, ao som do C ou QU - como vemos em Kuait -, sendo considerado consoante. Já o W deve ser empregado de acordo com sua pronúncia na língua original, isto é, ora com som de V, quando proveniente do alemão (como Wagner), ora com som de U, quando de origem inglesa (caso de web). Com isso, a letra W é considerada consoante ou vogal, conforme o uso.

daqui


A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Vogais






quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Poema de São martinho

Tenho camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoiro como um foguete
Se alguém no lume me mete.

Tem casca bem guardada
Ninguém lhe pode mexer
Sozinha ou acompanhada
Em Novembro nos vem ver.

O S. Martinho está a chegar
A lareira vou acender
Para as castanhas assar
E contigo as comer.

Dia 11 de Novembro
É o dia de S. Martinho
Come-se a castanha assada
E mais o caldo verdinho.

É dia de S. Martinho
É a festa das castanhas
Em vez de Sol há chuva
É Outono ninguém estranha.

Na rua está um vendedor
De castanhas assadas
É com esforço e amor
Que faz feliz a rapaziada

Todo o dia a apanhar chuva
Coitado do vendedor!
Mas à beira das castanhas
Fica cheio de calor.

Para colorir no dia de São Martinho



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Como disciplinar crianças com um comportamento desafiador

Uma das tarefas mais difíceis que se enfrenta como pai é disciplinar os filhos, especialmente quando eles apresentam um comportamento particularmente desafiador. E quando seus filhos estão na pior fase, seu humor fica curto. Mas a boa notícia é que quando se tem estratégias eficazes de disciplina, você pode transformar comportamentos negativos em situações positivas de aprendizagem. Aqui estão algumas coisas que você pode tentar para ajudar seus filhos a se tornarem bem comportados:

* Escolha um método de disciplina que você e seu cônjuge usarão e estabeleça algumas regras básicas. Certifique-se de compartilhar essas informações com toda a família, assim todos saberão as conseqüências de se quebrar as regras.

* Seja coerente na resposta ao mau comportamento, assim seu filho saberá o que esperar a cada vez. Quando você tem um plano de disciplina com antecedência, isso ajudará também a manter seu controle e tratar as coisas de um modo calmo.

* Lembre-se que cada filho responde a abordagens de modos diferentes, por isso não é necessário usar as mesmas estratégias com todos. Seja flexível na adaptação ao que funcionar melhor para cada personalidade.

* Mantenha uma rotina em casa, assim as expectativas de seus filhos, particularmente os mais jovens, serão claras e bem compreendidas.

* Certifique-se que suas regras e restrições sejam apropriadas para as idades, habilidades e desenvolvimento de seus filhos.

* Não tenha medo de estabelecer limites, mesmo que eles chateiem seus filhos. Parte de seu trabalho como pai ou mãe é manter os filhos seguros e ensiná-los a fazer escolhas inteligentes. Lembre-se de que você não tem que ganhar o concurso de popularidade com eles, mas precisa cuidar deles dando o melhor de sua capacidade.

* Repreenda seus filhos quando eles não estiverem se comportando, mas tenha cuidado para não se tornar repetitivo. Dê-lhes duas tentativas e na terceira, aplique a conseqüência.

* Quando seus filhos tiverem chiliques ou birras, ignore-os tanto quanto puder desde que eles não estejam em perigo. Se ceder às exigências deles neste momento, você apenas reforçará o comportamento negativo.

* Sempre mantenha seu comportamento sob controle. Mesmo que esteja frustrado, não demonstre isso. Quando você grita com seu filho e parece estar fora de controle, você perde sua autoridade e lhes dá a razão de que procuram.

* Lembre-se que as crianças pensam no presente, então quando puni-los por mau comportamento, faça isso na hora, assim eles podem ver a conseqüência imediatamente. Não adie, ou a punição não terá qualquer efeito.

Para crianças mais velhas que não seguem regras, tente tirar privilégios como assistir TV ou sair com amigos. Você pode deixá-los ganhar estas coisas de volta ao demonstrarem um comportamento positivo.( Por: Fatima Calado)

daqui

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Aprender a lidar com crianças desafiadoras

É comum que crianças com transtorno de hiperatividade e défice de atenção (THDA) apresentem também outros problemas. As patologias que surgem habitualmente associadas ao THDA são os comportamentos de desafio e oposição, ansiedade, transtornos de conduta, tiques e perturbações do humor. Assim, os comportamentos de oposição constituem a maior percentagem de casos.

O que é e como se manifesta
O transtorno de oposição e desafio (TOD) pode ser definido como um padrão persistente de comportamentos negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes observados nas interações sociais da criança com adultos e figuras de autoridade de uma forma geral, sejam pais, tios, avós ou professores.
As crianças com TOD facilmente perdem a paciência, discutem com os adultos, desafiam e recusam obedecer a solicitações ou regras, incomodam deliberadamente os outros, não assumem os seus erros e estão quase sempre irritadas.

Devido aos sintomas mencionados, existe nestas crianças ou adolescentes um prejuízo significativo no funcionamento social e académico. Estão constantemente envolvidas em discussões e são muitas vezes rejeitadas pelos colegas de escola, o que lhes traz problemas ao nível da autoestima.

Os sintomas iniciam-se antes dos oito anos de idade e esta perturbação apresenta-se, em número significativo de casos, como um precursor do transtorno de conduta, forma mais grave de perturbação disruptiva do comportamento.

A importância das regras
Russell Barkley, um dos mais conceituados especialistas na área da hiperatividade, considera que o comportamento de oposição se encontra associado ao transtorno de hiperatividade, sendo este o responsável pelas dificuldades da criança na regulação das emoções. Por outro lado, as famílias de hiperativos parecem ter elas próprias dificuldade em gerir as emoções, pelo que não conseguem ensinar às crianças como fazê-lo adequadamente. Estas crianças precisam, então, de ser educadas com alguma firmeza, temperada de afecto.

Segundo Barkley, sempre que os pais queiram dar uma ordem deve posicionar-se perto da criança, com voz firme, sem deixarem de ser amorosos, usando o verbo na forma imperativa. De preferência há que olhar diretamente nos olhos da criança e, se houver resistência, socorrerem-se de uma discreta pressão física (segurar-lhe no braço, por exemplo). Há que evitar retardar ou desistir de uma ordem quando esta já foi proferida.

Um aspecto de enorme importância prende-se com a consistência entre o casal, ou seja, o pai e a mãe devem esforçar-se por ter a mesma atitude, caso contrário essa desarmonia será facilmente detectada pela criança e até usada para manipular os progenitores. Face a este quadro, torna-se muitas vezes necessário um acompanhamento psicológico. O psicólogo pode ajudar a criança a lidar com a frustração e a encontrar canais mais saudáveis de escoamento dos sentimentos de hostilidade, ao mesmo tempo que se torna necessário ajudar os pais a lidar por essa difícil e desgastante tarefa.


O que os pais não devem fazer
O conhecimento de certas estratégias comportamentais pode ajudar muitos pais a corrigirem hábitos que, de uma maneira ou de outra, acabam por contribuir para o aumento da tensão familiar. Vamos referir alguns aspectos que devem ser evitados porque estimulam a desobediência.

• Dar ordens à distância
- Falar de um quarto para o outro (onde está a criança) é algo completamente ineficaz pois ela irá manter-se desatenta e sem cumprir a ordem. As ordens têm de ser dadas presencialmente, assegurando-se que ela as compreendeu.

• Dar ordens vagas
- Pedir à criança que se comporte "como um bom menino" não clarifica o que se espera e o que não se espera que ela faça. Há que ser o mais concreto possível!

• Dar ordens complexas
- Havendo de antemão dificuldade em fixar na memória de curto prazo as atividades a fazer, solicitar a execução de várias tarefas só servirá para tornar a sua realização menos provável.

• Dar ordens com antecedência
- Ordenar a uma criança com TOD que, quando acabar de brincar, tem de arrumar os brinquedos, só serve para interromper o prazer que ela está a ter, já que as ordens serão esquecidas.

• Dar ordens acompanhadas de muitas explicações
- Muitos pais, de modo a evitar parecer autoritários, perdem-se em argumentações sobre as necessidades do cumprimento das ordens. Como a criança não consegue estar atenta durante muito tempo, é bastante provável que no final da explanação do progenitor ela já não se lembre da maior parte do que foi dito.

• Dar ordens sob a forma de pergunta
- Perguntar "podes ir agora fazer os trabalhos de casa?" deixa um espaço livre para que a criança diga que não. As ordens devem ser claras e assertivas.

• Dar ordens em tom ameaçador
- É frequente que, antevendo a batalha que vai ser travada após uma solicitação, os pais deem a ordem já em tom de ameaça, como se a recusa já tivesse ocorrido. Assim, a criança vai tender a imitar o progenitor e a reagir no mesmo tom, uma vez que o clima de hostilidade já está instalado.

(fonte)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O bolinho na escolinha




A macaquinha adorou participar na confecção dos bolinhos. Eu como mãe, também gostei imenso, que apesar de estarem no 1º ciclo, os professores continuem a cultivar estas tarefas com os meninos. Eles adoram imenso e vem para casa tao felizes. E os bolinhos estavam uma delicia.

Perturbação de Oposição e Desafio



As crianças com Perturbação de Oposição e Desafio (POD) são descritas como estando sempre a esticar a corda, a testar limites, provocando e testando os limites de quem pode exercer autoridade. Claro que em certas alturas de transição, como aos dois, três anos, ou no inicio da adolescência, o exercício da independência e o testar de novas capacidades, tornam as crianças rebeldes, mas dentro dos limites do que sabemos adequado para o seu estádio de desenvolvimento. As crianças com POD não são assim. As dificuldades são mais intensas, generalizadas e duradouras.

Mais uma vez não existem provas laboratoriais, radiografias ou quaisquer métodos tecnológicos para diagnosticar uma POD. Como é regra nas perturbações do desenvolvimento, o diagnóstico é feito através de entrevistas à criança, familiares, professores, para que se possa realizar uma análise de comportamentos, entre os quais se incluem:

. Birras frequentes;
. Discussões constantes argumentando com os adultos;
. Pôr as regras sempre em questão, (mas porquê?!);
. Recusa em cumprir as ordens ou regras ( «Não porque Sim»);
. Tentativas deliberadas para fazer zangar ou perturbar;
. Culpar constantemente os outros pelos seus próprios erros;
. Extrema susceptibilidade às acções dos outros amuando com facilidade;
. Raiva e ressentimentos frequentes;
. Linguagem deliberadamente má e agressiva quando zangados;
. Atitude maldosa e vingativa.

Estas atitudes terão de ser frequentes e observáveis em diversos contextos, e claramente mais duradouras, intensas ou graves do que seria de esperar em crianças da mesma idade. Claro que existe um «espectro» para a teimosia, todas as crianças são por vezes «difíceis», sobretudo quando cansadas, com fome ou com sono, mas na POD é algo constitucional, faz parte da «maneira de ser». O comportamento é hostil, não cooperante, desafiante para as figuras de autoridade, e pela sua intensidade e frequência acabam por interferir no funcionamento não só da criança, mas também de todos quantos a rodeiam.

Livro: Mal-entendidos de Nuno Lobo Antunes