A terapia da fala atua em todas as faixas etárias, desde o nascimento até à 3ª idade, e tem como objectivo prevenir, avaliar e tratar as perturbações da comunicação humana englobando não só todas as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não verbal.
"Mãe: a palavra mais bela pronunciada pelo ser humano" "Pai: é o maior herói de todos os filhos"
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terça-feira, 6 de março de 2012
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
TERAPIA DA FALA, AS TRÊS PERGUNTAS MAIS FREQUENTES
Quando é que uma criança necessita de Terapia da Fala?
O que faz o Terapeuta da Fala?
Quais são os principais sinais de alerta?
Quando é que uma criança necessita de Terapia da Fala?
Tal como nas outras áreas de desenvolvimento (cognitivo, motor), também no desenvolvimento da linguagem a criança passa por etapas diferentes, correspondentes à idade cronológica e nas quais irá adquirindo novos conhecimentos linguísticos.
Há crianças que demonstram dificuldades na comunicação, não conseguindo expressar por palavras o que pretendem. Estes problemas ocorrem quando a fala não surge na idade apropriada ou porque se mantém numa etapa de desenvolvimento, por mais tempo do que seria esperado para a sua faixa etária, não conseguindo avançar.
As perturbações ou atrasos na Linguagem e/ou Fala, revelam-se quando esta surge tardiamente, podendo constituir um sinal de alerta para os pais. Por vezes, as alterações só são notadas quando a criança entra para a escola e começa a ter dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita, entre outras, relacionadas com a linguagem e fala, mas que interferem no sucesso escolar da criança. Neste caso, torna-se de extrema importância realizar um despiste, ainda antes da entrada para a escola.
O que faz o terapeuta da fala?
O terapeuta da fala, realiza uma avaliação para determinar as características da comunicação da criança, verificando assim se são ou não adequadas à sua idade.
O diagnóstico é feito após esta avaliação, assim como a partir das informações obtidas junto dos pais, numa entrevista. Posteriormente, é elaborado um plano terapêutico de acordo com o quadro clínico de cada criança. Este plano é posto em prática, a partir de técnicas e estratégias que devem ser adequadas a cada acaso, pois a mesma estratégia pode resultar melhor com uma criança que com outra e deste modo a intervenção é individual.
A terapia da fala tem duas vertentes: uma vertente directa (com a criança) e uma vertente indirecta, com a orientação e aconselhamento aos pais. Tem como objectivo proporcionar à criança a completa integração dos mecanismos da linguagem.
A intervenção do terapeuta da fala auxilia e complementa a intervenção médica. Neste sentido colabora com Médicos Pediatras, Otorrinolaringologistas, Neurologistas, Psiquiatras, entre outros) e também com outros profissionais de Saúde e de Educação (Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas, Psicólogos, Educadores de Infância e Professores).
Quais são os principais sinais de alerta?
Muitas crianças têm acompanhamento em terapia da fala (mesmo quando não lhes é diagnosticado alguma síndrome ou deficiência, e na maioria das vezes quando não estão associadas a outras problemáticas) desde que sejam detectadas, atempadamente, é possível que a criança recupere o seu desenvolvimento até a um nível de acordo com o da sua faixa etária.
Até aos 4 anos:
Aos 6 meses, não vira a cabeça para som vindo de trás ou do lado.
Aos 10 meses, não responde ao seu nome.
Aos 15 meses, não entende o significado das palavras: “não”, “adeus”, “papa”.
Aos 18 meses, não diz pelo menos 10 palavras.
Aos 21 meses, não obedece a ordens simples como: “ anda cá”, “senta-te”, “fica em pé”.
Aos 24 meses, palra demasiado, tem ecolália (repete sempre o que lhe é dito); e não aponta para partes do corpo: pé, boca, nariz, olhos, etc.; não junta palavras.
Aos 30 meses, a fala não é inteligível para a família.
Aos 36 meses, não faz frases simples, não faz perguntas simples, a fala não é inteligível para estranhos.
Aos três anos e meio, não emite a última sílaba das palavras, como “ga” em vez de “gato”.
Tem dificuldades em controlar a baba e em deglutir (engolir) alimentos.
Tem dificuldades na audição
Após os 4 anos:
A fala é pouco perceptível: omite ou troca sons em palavras, omite partes de palavras
Não diz todas as palavras numa frase, utiliza frases demasiado simples para a idade
O vocabulário utilizado é reduzido
Apresenta dificuldades na compreensão do que lhe é dito ou pedido
Na escola:
Ainda não diz alguns sons (ex: “pato” em vez de prato, “baço” em vez de braço), omite troca ou distorce os sons da fala.
Tem dificuldades escolares, nomeadamente na leitura e escrita, ou na compreensão e interpretação de textos e outros exercícios.
Gagueja ou tem problemas na voz.
Por Teresa Rolho, Terapeuta da Fala - aqui
O que faz o Terapeuta da Fala?
Quais são os principais sinais de alerta?
Quando é que uma criança necessita de Terapia da Fala?
Tal como nas outras áreas de desenvolvimento (cognitivo, motor), também no desenvolvimento da linguagem a criança passa por etapas diferentes, correspondentes à idade cronológica e nas quais irá adquirindo novos conhecimentos linguísticos.
Há crianças que demonstram dificuldades na comunicação, não conseguindo expressar por palavras o que pretendem. Estes problemas ocorrem quando a fala não surge na idade apropriada ou porque se mantém numa etapa de desenvolvimento, por mais tempo do que seria esperado para a sua faixa etária, não conseguindo avançar.
As perturbações ou atrasos na Linguagem e/ou Fala, revelam-se quando esta surge tardiamente, podendo constituir um sinal de alerta para os pais. Por vezes, as alterações só são notadas quando a criança entra para a escola e começa a ter dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita, entre outras, relacionadas com a linguagem e fala, mas que interferem no sucesso escolar da criança. Neste caso, torna-se de extrema importância realizar um despiste, ainda antes da entrada para a escola.
O que faz o terapeuta da fala?
O terapeuta da fala, realiza uma avaliação para determinar as características da comunicação da criança, verificando assim se são ou não adequadas à sua idade.
O diagnóstico é feito após esta avaliação, assim como a partir das informações obtidas junto dos pais, numa entrevista. Posteriormente, é elaborado um plano terapêutico de acordo com o quadro clínico de cada criança. Este plano é posto em prática, a partir de técnicas e estratégias que devem ser adequadas a cada acaso, pois a mesma estratégia pode resultar melhor com uma criança que com outra e deste modo a intervenção é individual.
A terapia da fala tem duas vertentes: uma vertente directa (com a criança) e uma vertente indirecta, com a orientação e aconselhamento aos pais. Tem como objectivo proporcionar à criança a completa integração dos mecanismos da linguagem.
A intervenção do terapeuta da fala auxilia e complementa a intervenção médica. Neste sentido colabora com Médicos Pediatras, Otorrinolaringologistas, Neurologistas, Psiquiatras, entre outros) e também com outros profissionais de Saúde e de Educação (Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas, Psicólogos, Educadores de Infância e Professores).
Quais são os principais sinais de alerta?
Muitas crianças têm acompanhamento em terapia da fala (mesmo quando não lhes é diagnosticado alguma síndrome ou deficiência, e na maioria das vezes quando não estão associadas a outras problemáticas) desde que sejam detectadas, atempadamente, é possível que a criança recupere o seu desenvolvimento até a um nível de acordo com o da sua faixa etária.
Até aos 4 anos:
Aos 6 meses, não vira a cabeça para som vindo de trás ou do lado.
Aos 10 meses, não responde ao seu nome.
Aos 15 meses, não entende o significado das palavras: “não”, “adeus”, “papa”.
Aos 18 meses, não diz pelo menos 10 palavras.
Aos 21 meses, não obedece a ordens simples como: “ anda cá”, “senta-te”, “fica em pé”.
Aos 24 meses, palra demasiado, tem ecolália (repete sempre o que lhe é dito); e não aponta para partes do corpo: pé, boca, nariz, olhos, etc.; não junta palavras.
Aos 30 meses, a fala não é inteligível para a família.
Aos 36 meses, não faz frases simples, não faz perguntas simples, a fala não é inteligível para estranhos.
Aos três anos e meio, não emite a última sílaba das palavras, como “ga” em vez de “gato”.
Tem dificuldades em controlar a baba e em deglutir (engolir) alimentos.
Tem dificuldades na audição
Após os 4 anos:
A fala é pouco perceptível: omite ou troca sons em palavras, omite partes de palavras
Não diz todas as palavras numa frase, utiliza frases demasiado simples para a idade
O vocabulário utilizado é reduzido
Apresenta dificuldades na compreensão do que lhe é dito ou pedido
Na escola:
Ainda não diz alguns sons (ex: “pato” em vez de prato, “baço” em vez de braço), omite troca ou distorce os sons da fala.
Tem dificuldades escolares, nomeadamente na leitura e escrita, ou na compreensão e interpretação de textos e outros exercícios.
Gagueja ou tem problemas na voz.
Por Teresa Rolho, Terapeuta da Fala - aqui
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Não quero ir para o infantário!
De um dia para o outro, a pequenada, que até aí adorava ir para a escola, começa a demorar mais do que o costume sair da cama, queixa-se de dores de barriga ou de cabeça, não se quer vestir, faz birras, não quer tomar o pequeno-almoço, adia ao máximo a saída de casa ou simplesmente grita bem alto “não quero ir para a escola!”. O que aconteceu? O que fazer?
Os sinais
O cenário que descrevemos acima contém os vários sinais que as crianças podem subtilmente emitir quando a escola deixou de repente de ser um local onde se sintam bem, pelo qual já não demonstram o mesmo entusiasmo e para onde já não querem ir. Esteja atento e questione a criança sobre os porquês, principalmente se ela lhe disser abertamente que não quer ir. Os motivos pelos quais a pequenada vira as costas e as mochilas à escola podem ser vários, por isso, investigue, com paciência e sem recriminações.
Bullying
Este é uma das razões mais frequentes que levam muitas crianças a declarar que não querem ir mais para a escola – o “bullying” ou a provocação/humilhação entre colegas pode manifestar-se de várias formas: agressões, ameaças, gozo, provocações e humilhações. Este tipo de situações no ambiente escolar pode assustar a criança – que terá medo de enfrentar o seu “bully” ou fazer queixa por medo de represálias – e pode acabar por isolá-la. Perante isto, é óbvio que a criança prefere a segurança da sua casa, em vez da “insegurança” da escola. Se o seu filho admitir que este é o caso, é importante ensinar à criança como deve reagir com os colegas que a atormentam, dando-lhe a autoconfiança necessária para o fazer. Deve ainda conversar com os respectivos professores e/ou pais das crianças em causa, com calma e sem acusações para não se tornar também você num “bully”.
Os sinais
O cenário que descrevemos acima contém os vários sinais que as crianças podem subtilmente emitir quando a escola deixou de repente de ser um local onde se sintam bem, pelo qual já não demonstram o mesmo entusiasmo e para onde já não querem ir. Esteja atento e questione a criança sobre os porquês, principalmente se ela lhe disser abertamente que não quer ir. Os motivos pelos quais a pequenada vira as costas e as mochilas à escola podem ser vários, por isso, investigue, com paciência e sem recriminações.
Bullying
Este é uma das razões mais frequentes que levam muitas crianças a declarar que não querem ir mais para a escola – o “bullying” ou a provocação/humilhação entre colegas pode manifestar-se de várias formas: agressões, ameaças, gozo, provocações e humilhações. Este tipo de situações no ambiente escolar pode assustar a criança – que terá medo de enfrentar o seu “bully” ou fazer queixa por medo de represálias – e pode acabar por isolá-la. Perante isto, é óbvio que a criança prefere a segurança da sua casa, em vez da “insegurança” da escola. Se o seu filho admitir que este é o caso, é importante ensinar à criança como deve reagir com os colegas que a atormentam, dando-lhe a autoconfiança necessária para o fazer. Deve ainda conversar com os respectivos professores e/ou pais das crianças em causa, com calma e sem acusações para não se tornar também você num “bully”.
Lamentação de Mãe
Ultimamente a Macaquinha diz muitas vezes que não quer ir a escola (infantário), situação que nunca aconteceu, sempre adorou a escola, amigos, educadora... Inicialmente dizia que era por causa de comer o tomate e a alface à hora da refeição. Com o passar do tempo esta questão foi superada, com a colaboração da educadora e colaboradora, uns dias não lhe dão, outros colocam menos quantidade...
Agora no último mês, começou novamente a dizer que não queria ir, mas não dizia o motivo.
Esta manhã após uma longa conversa, diz que não quere ir, porque os colegas dizem que ela não sabe falar, por isso é que anda aprender a falar (terapia da fala).
Confesso que a existência destes comentários por parte dos colegas não foi novidade para mim, ela já me tinha contado algumas vezes, inclusive já cheguei a ouvi-los e nessas alturas conversamos e expliquei que não se podia sentir inferiorizada e dei exemplos de outras situações.
Mas até esta manha estava longe de pensar que era este o motivo que a desmotivava de ir ao infantário.
Ultimamente a Macaquinha diz muitas vezes que não quer ir a escola (infantário), situação que nunca aconteceu, sempre adorou a escola, amigos, educadora... Inicialmente dizia que era por causa de comer o tomate e a alface à hora da refeição. Com o passar do tempo esta questão foi superada, com a colaboração da educadora e colaboradora, uns dias não lhe dão, outros colocam menos quantidade...
Agora no último mês, começou novamente a dizer que não queria ir, mas não dizia o motivo.
Esta manhã após uma longa conversa, diz que não quere ir, porque os colegas dizem que ela não sabe falar, por isso é que anda aprender a falar (terapia da fala).
Confesso que a existência destes comentários por parte dos colegas não foi novidade para mim, ela já me tinha contado algumas vezes, inclusive já cheguei a ouvi-los e nessas alturas conversamos e expliquei que não se podia sentir inferiorizada e dei exemplos de outras situações.
Mas até esta manha estava longe de pensar que era este o motivo que a desmotivava de ir ao infantário.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Terapia da fala
A Macaquinha iniciou a sua caminhada na terapia da fala em Agosto de 2010. Para ela ir à Sandra todas as 4ª feiras já é uma actividade, como ir à dança ou a piscina. Quanto a resultados, esta mais espontânea nas suas conversas e diálogos com estranhos e conhecidos. Tem noção dos exercícios, ou melhor, movimentos que deve fazer com a língua assim como os sons correctos... apensar de lentamente, temos alterações positivas, ainda temos um longo caminho a percorrer, mas sei que ela vai conseguir ultrapassar as suas dificuldades.
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